http://www.unefab.org.br/2015/09/efa-de-maraba-relata-experiencia-de.html#more
terça-feira, 29 de setembro de 2015
EFA de Marabá relata experiência de horta escolar em Congresso de Agroecologia
O IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (9º CBA), que será realizado no período de 28/09 a 1º/10/2015, em Belém-PA, no Hangar, promovido pela Associação Brasileira de agroecologia, com parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Universidades, Institutos, Museu e Movimentos Sociais terá em sua programação, relatos de experiências, painéis, feiras, oficinas entre outras atividades. O pedagogo da EMATER e da EFA de Marabá, Damião Santos, apresentará no dia 30 de setembro, a partir da 14h00 no espaço 20 o relato de experiência: “EFA de Marabá: produzindo conhecimentos e alimentos agroecológicos”.
A EFA tem como objetivo geral proporcionar uma Educação de Jovens e Adultos (EJA) para agricultores/as, de forma participativa e integrada entre Escola, Família e Comunidade fundamentada na Pedagogia da Alternância da Escola Família Agrícola (EFA) e nos princípios da Educação do Campo.
“A horta da EFA foi uma experiência exitosa de produção de diversas hortaliças: cebolinha, coentro, alface, tomate, jiló, abóbora, couve, pepino, quiabo. Além do aspecto alimentar que enriqueceu o cardápio da escola, no aspecto pedagógico, podemos destacar como outro resultado, os/as alunos/as aprenderam na teoria e na prática que é possível produzir uma série de verduras e legumes numa área pequena sem uso de agrotóxicos. A horta é o principal cartão postal da EFA faz parte de conjunto de Unidades Produtivas e Educativas (UPE´s) da EFA: avicultura, piscicultura, suinocultura, bovinocultura e produção de mudas. Que estão em processo de implantação” conforme explica Damião Santos (EMATER).
O estudante Jefferson Fernandes (9º ano do Ensino Fundamental/EFA) diz “este projeto é muito importante para nossa escola, porque ele ajuda no conhecimento e na alimentação, e também levamos conhecimento para casa e trazemos de lá. É muito importante ajuda nós não usarmos agrotóxicos, tudo natural.”
Os engenheiros agrônomos da EMATER: Genival Reis, Carlos Eduardo e Weberson Rocha deram palestras e orientações técnicas sobre criação de aves e peixes. O atual supervisor regional de Marabá Francisco da Silva Ferreira “França” já visitou a EFA e assegurou continuidade do apoio da EMATER ao projeto de educação do campo.
http://www.unefab.org.br/2015/09/efa-de-maraba-relata-experiencia-de.html#more
http://www.unefab.org.br/2015/09/efa-de-maraba-relata-experiencia-de.html#more
Congresso de Agroecologia
EFA relata experiência de sua horta escolar
Amazônia vai receber congresso pela primeira vez na história
O IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (9º CBA), que será realizado no período de 28/09 a 1º/10/2015, em Belém, no Hangar, promovido pela Associação Brasileira de agroecologia, com parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Universidades, Institutos, Museu e Movimentos Sociais terá em sua programação, relatos de experiências, painéis, feiras, oficinas entre outras atividades.
O pedagogo da EMATER e da EFA Damião Santos apresenta no dia 30/09, a partir da 14h00 no espaço 20 o relato de experiência: “EFA de Marabá: produzindo conhecimentos e alimentos agroecológicos”.
A EFA tem como objetivo geral: proporcionar uma Educação de Jovens e Adultos (EJA) para agricultores/as, de forma participativa e integrada entre Escola, Família e Comunidade fundamentada na Pedagogia da Alternância da Escola Família Agrícola (EFA) e nos princípios da Educação do Campo.
“A horta da EFA foi uma experiência exitosa de produção de diversas hortaliças: cebolinha, coentro, alface, tomate, jiló, abóbora, couve, pepino, quiabo. Além do aspecto alimentar que enriqueceu o cardápio da escola, no aspecto pedagógico, podemos destacar como outro resultado, os/as alunos/as aprenderam na teoria e na prática que é possível produzir uma série de verduras e legumes numa área pequena sem uso de agrotóxicos. A horta é o principal cartão postal da EFA faz parte de conjunto de Unidades Produtivas e Educativas (UPE´s) da EFA: avicultura, piscicultura, suinocultura, bovinocultura e produção de mudas. Que estão em processo de implantação” conforme explica Damião Santos.
O aluno Jefferson Fernandes (9º ano do Ensino Fundamental/EFA) diz “este projeto é muito importante para nossa escola, porque ele ajuda no conhecimento e na alimentação, e também levamos conhecimento para casa e trazemos de lá. É muito importante ajuda nós não usarmos agrotóxicos, tudo natural.”
Os engenheiros agrônomos da EMATER: Genival Reis, Carlos Eduardo e Weberson Rocha deram palestras e orientações técnicas sobre criação de aves e peixes. O atual supervisor regional de Marabá Francisco da Silva Ferreira “França” já visitou a EFA e assegurou continuidade do apoio da EMATER ao projeto de educação do campo.
Publicado no Jornal Opinião, Marabá - Pará, 29 e 30 de setembro de 2015. Edição: nº 2644.
Amazônia vai receber congresso pela primeira vez na história
O IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (9º CBA), que será realizado no período de 28/09 a 1º/10/2015, em Belém, no Hangar, promovido pela Associação Brasileira de agroecologia, com parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Universidades, Institutos, Museu e Movimentos Sociais terá em sua programação, relatos de experiências, painéis, feiras, oficinas entre outras atividades.
O pedagogo da EMATER e da EFA Damião Santos apresenta no dia 30/09, a partir da 14h00 no espaço 20 o relato de experiência: “EFA de Marabá: produzindo conhecimentos e alimentos agroecológicos”.
A EFA tem como objetivo geral: proporcionar uma Educação de Jovens e Adultos (EJA) para agricultores/as, de forma participativa e integrada entre Escola, Família e Comunidade fundamentada na Pedagogia da Alternância da Escola Família Agrícola (EFA) e nos princípios da Educação do Campo.
“A horta da EFA foi uma experiência exitosa de produção de diversas hortaliças: cebolinha, coentro, alface, tomate, jiló, abóbora, couve, pepino, quiabo. Além do aspecto alimentar que enriqueceu o cardápio da escola, no aspecto pedagógico, podemos destacar como outro resultado, os/as alunos/as aprenderam na teoria e na prática que é possível produzir uma série de verduras e legumes numa área pequena sem uso de agrotóxicos. A horta é o principal cartão postal da EFA faz parte de conjunto de Unidades Produtivas e Educativas (UPE´s) da EFA: avicultura, piscicultura, suinocultura, bovinocultura e produção de mudas. Que estão em processo de implantação” conforme explica Damião Santos.
O aluno Jefferson Fernandes (9º ano do Ensino Fundamental/EFA) diz “este projeto é muito importante para nossa escola, porque ele ajuda no conhecimento e na alimentação, e também levamos conhecimento para casa e trazemos de lá. É muito importante ajuda nós não usarmos agrotóxicos, tudo natural.”
Os engenheiros agrônomos da EMATER: Genival Reis, Carlos Eduardo e Weberson Rocha deram palestras e orientações técnicas sobre criação de aves e peixes. O atual supervisor regional de Marabá Francisco da Silva Ferreira “França” já visitou a EFA e assegurou continuidade do apoio da EMATER ao projeto de educação do campo.
Publicado no Jornal Opinião, Marabá - Pará, 29 e 30 de setembro de 2015. Edição: nº 2644.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
PADRE HUMBERTO SEMPRE COM DEUS E JESUS CRISTO...
NOTA DA UNEFAB
PÁSCOA DE PADRE HUMBERTO PIETROGRANDE:
Neste 05 de agosto de 2015, Padre Humberto Pietrogrande fez a sua páscoa definitiva. Após
85 anos pisando neste chão terreno, deixou entre tantas marcas, o pioneirismo, fazendo frente e
inovando, tornando-se grande referencial histórico do movimento das Escolas Famílias Agrícolas
do Brasil e de diversas outras lutas pelo direito a educação, a saúde e a inclusão social nas políticas
públicas.
Nascido em Pádova – Itália, foi advogado, filósofo e teólogo. Chegou ao Brasil pelos idos
de 1962 e foi ordenado sacerdote jesuíta dois anos depois. Padre Humberto fundou o MEPES –
Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo em 1969, na cidade de Anchieta – ES,
trabalhou ativamente na PROMOÇÃO INTEGRAL DO HOMEM DO CAMPO, sendo pioneiro na
criação das Escolas Famílias Agrícolas. Exerceu o ministério sacerdotal como cooperador e Pároco
de Anchieta e Alfredo Chaves – ES.
Em 1987, por ocasião da sua ida para o Piauí, deixou a presidência do MEPES. Em 1989
fundou a FUNACI – Fundação Pe. Antônio Dante Civieiro, em Teresina-PI, onde era o atual
presidente. Desde então, atuou na promoção das EFAs daquele Estado, hoje organizadas junto a
AEFAPI – Associação das Escolas Famílias Agrícolas do Piauí. Nestes mais de 50 anos de
dedicação ao Brasil nos Estados do Espírito Santo e Piauí, Padre Humberto recebeu diversas
homenagens e condecorações vindas de diversas esferas.
A história das EFAs do Brasil e de milhares de comunidades camponesas brasileiras com
certeza seria diferente sem a presença histórica e profética de Padre Humberto Pietrogrande e de
tantos outros pioneiros comprometidos com os valores mais concretos e reais quando se pensa em
solidariedade, justiça social e generosidade.
Estendemos a todos e a todas que caminharam juntos com Humberto e construíram esta
história de sucesso em defesa da educação, da saúde e da promoção social, principalmente aos
companheiros do MEPES, FUNACI e AEFAPI, o nosso mais verdadeiro sentimento de
solidariedade e consternação.
Atenciosamente,
ANTONIO BARONI ROCHA
Presidente/UNEFAB
NOTA DO MEPES
HOJE, É UM DIA MUITO TRISTE PARA TODOS OS AMIGOS, FAMILIARES, COLABORADORES, OPERADORES E ADMIRADORES DO MEPES. COM MUITO PESAR COMUNICAMOS O FALECIMENTO NESTA MANHA DO PADRE HUMBERTO PIETROGRANDRE, FUNDADOR DO MEPES-MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO PROMOCIONAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO E DA FUNACI-FUNDAÇÃO ANTPNIO CIVIEIRO NO PIAUÍ.
HUMBERTO PIETROGRANDE, DE NACIONALIDADE ITALIANA CHEGOU AO BRASIL NO ANO DE 1962 E FOI ORDENADO SACERDOTE EM 1964 NO COLÉGIO CRISTO REI DE SÃO LEOPOLDO (RS). EM 1967 CRIOU NA CIDADE DE PÁDOVA (ITALIA) A AES-ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO ESPÍRITO SANTO COM A FINALIDADE DE PROMOVER UM INTERCÃMBIO DE SOLIDARIEDADE E AMIZADE COM O MEPES, QUE FUNDOU EM 1968 NA CIDADE DE ANCHIETA/ES.
DURANTE OS SEUS 53 ANOS DE BRASIL, TRABALHOU INCANSAVELMENTE NA PROMOÇÃO INTEGRAL DO HOMEM DO CAMPO, INICIANDO EM 1969 A PRIMEIRA ESCOLA DO BRASIL DE DUCAÇÃO INTEGRAL DOS JOVENS DO CAMPO COM O SISTEMA DA PADAGOGIA DA ALTERNÂNCIA, DENOMINADA DE ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA-EFA. COMO SEMPRE ACREDITOU E DEFENDEU UMA AÇÃO INTEGRADA DE EDUCAÇÃO, SAUDE E AÇÃO SOCIAL COMO FATOR DETERMINANTE DE ELEVAÇÃO SOCIAL DAS PESSOAS E DESENVOLVIMENTO DO MEIO, ALÉM DO PROJETO DAS ESCOLAS FAMÍLIAS AGRÍCOLAS, DESDE O INÍCIO, O MEPES TAMBÉM SE OCUPOU COM PROGRAMAS DE SAÚDE (HOSPITAL) E AÇÕES COMUNITÁRIAS.
EM 1987 PARTIU PARA UMA NOVA MISSÃO NO ESTADO DO PIAUÍ, NUMA REALIDADE BEM DIFERENTE DO ESPÍRITO SANTO. COMO ERA OBSECADO PELA CAUSA DOS MAIS NECESSITADOS E PELO MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA DO HOMEM DO CAMPO, EM 1969 FUNDOU A FUNACI-FUNADAÇÃO ANTONIO CIVIEIRO COM OS MESMNOS PROGRAMAS DO MEPES, NA ÁREA DA SAÚDE, EDUCAÇÃO E AÇÃO COPMUNITARIA. FEZ TUDO NOVAMENTE NO PIAUÍ O QUE JÁ TINHA FEITO NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. E COMO ELE SEMPRE COSTUMAVA DIZER: GOSTO MUITO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, MAS O POVO DO PIAUÍ PRECISA MAIS DE MIM.
PADRE HUMBERTO AGORA PARTE PARA JUNTO DO PAI, COMO JÁ HÁ ALGUM TEMPO VINHA SE PREPARANDO PARA ESTA VIAGEM COM A CERTEZA DE TER CUMPRIDO E SE DEDICADO TODA SUA VIDA AQUI NA TERRA (ITALIA, BAHIA, RIO GRANDE DO SUL, ESPÍRITO SANTO E PIAUÍ) NA ÁRDUA MISSÃO DE MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA, POR MEIO DA EDUCAÇÃO, SAÚDE E AÇÃO SOCIAL, PRINCIPALEMETE DAS FAMÍLIAS MAIS NECESSITADAS DO CAMPO, ONDE FTORNA-SE DIFÍCIL RESUMIR OU EXPRESSAR EM POUCAS PALAVRAS A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DE PADRE HUMBERTO NO ESPÍRITO SANTO E NO PIAUÍ. MAS, CITAMOS UMA DE SUAS FRASES QUE NOS DÁ UMA DIMENSÃO DOS SEUS PROPÓSITOS?
ENCONTAR-SAE PARA CONHECER
NÓS, MEPIANOS QUE ESTAMOS LEVANDO ADIANTE OS PROJETOS IEDALIZADOS POR PADRE HUMBERTO, SENTIREMEOS UMA GRANDE VAZIO COM A SUA PARTIDA, MAS, AGORA MAIS DO QUE NUNCA TEMOS A GRANDE RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO DE CONTUNUARMOS LUTANDO E DEFENDENDO OS SEUS IDEIAIS QUE PERMANECERÃO SEMPRE VIVOS EM NOSAS AÇÕES.
MENSAGEM DOS OPERADORES E COLABORADORES DO MEPES
quinta-feira, 23 de julho de 2015
EMATER REALIZA ENCONTRO REGIONAL EM MARABÁ[1]
A Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (EMATER),
realizou nos dias 16 e 17 de julho, em Marabá, um
Encontro Regional entre os escritórios: central – regional e 21 locais, objetivando
maior integração e comunicação entre os três níveis de gestão.
Considerando que a
partir de junho de 2015 o técnico em agropecuária Francisco da Silva Ferreira
“França” assumiu a supervisão do Escritório Regional da EMATER em Marabá todos os escritórios locais fizeram uma
apresentação de nivelamento destacando: dificuldades, potencialidades e
atividades realizadas e previstas para o ano em curso. O novo supervisor
anunciou as diretrizes de trabalho com destaque para a criação do Setor de
Crédito Rural, ampliação das parcerias: Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Agropecuário e da Pesca (SEDAP) para implementação de sistemas agroflorestais
(SAF´s), avicultura, piscicultura, horticultura e cadeia produtiva da mandioca;
Instituto do Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Estado do Pará
(Ideflor-bio); Prefeituras e Movimentos Sociais.
O Diretor Técnico da EMATER
Rosival Nascimento ressaltou a importância do escritório central está cada vez
mais próximo do regional e dos locais em vista de dar condições de trabalho no
campo para que a empresa cumpra a sua missão de contribuir com soluções para
agricultura familiar com serviços de assistência técnica, extensão rural e
pesquisas baseadas em princípios éticos e
agroecológicos. Observou “apesar da crise econômica em âmbito internacional,
vamos fazer o que for possível”.
Alessandra Silva do
Núcleo de Recursos Humanos (NRH) prestou informações sobre frequência,
atestados médicos (paciente ou acompanhante), férias e licenças. Reiterou à
importância da legalidade com base nas leis trabalhistas, estatuto e regimento
interno da EMATER, ambas garantem direitos e benefícios para os/as
servidores/as.
Edson Barboza da Coordenadoria
de Operações (COPER) apresentou os procedimentos sobre abastecimento de
veículos e suprimentos de fundos. Anderson Santos Seção de Material e
Patrimônio (SEMAP) expôs o Sistema
de Patrimônio Mobiliário do Estado do Pará (SISPAT WEB) é uma ferramenta de
apoio à gestão que permite o efetivo controle do ciclo de vida útil dos bens
patrimoniais, tendo como benefícios modernização, racionalização, integração e transparência
em cumprimento aos princípios constitucionais da administração pública.
Fontes:
http://www.zedudu.com.br/?p=46422
http://www.emater.pa.gov.br/destaque/1007
[1] Publicado
originalmente no Jornal Opinião, Marabá– Pará, 21 e 22 julho de 2015, Edição: 2.617, p. 5.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
EMATER EM MARABÁ FORTALECENDO AGRICULTURA FAMILIAR[1]
Nesta quarta-feira (08),
à noite na Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama) abriu-se espaço para
agricultura familiar, uma família de agricultores/as assentados/as do Projeto
de Assentamento (PA) Belo Vale, município de Marabá foi beneficiada com crédito
rural (financiamento) na linha
de crédito do PRONAF “Mais Alimentos”, para aquisição de um caminhão Acello
815/44 Mercedes Benz, no valor de R$ 149.129,00 (cento e quarenta nove mil e
cento vinte nove reais) com juro de 5,5% ao ano, primeira parcela para julho de
2016 e mais cinco parcelas anuais, em função de ser uma cultura semi-perene. Operação
no âmbito do Plano Safra 2015/2016 através do Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar.
O agricultor beneficiário
Jovailton Soares ressaltou que fará “um esforço para servir de exemplo” muito
alegre e satisfeito com o crédito rural e que o caminhão contribuirá para
melhoria do transporte e comercialização nas feiras de Marabá e no mercado
regional da produção de abacaxi, que este ano é de 350 mil frutos.
A gerente Leila
Micherle do Banco da Amazônia - Agência Nova Marabá, destacou o trabalho de sua
equipe, em especial a Sheila Patrícia Gomes que analisou o projeto em questão.
Relembrou o dia de campo realizado pela Embrapa, EMATER e outros parceiros em maio de 2014, que a família
produtora de abacaxi é referência em tecnologias adaptadas, tendo sido
inclusive objeto de reportagens especiais na imprensa nacional.
O técnico em agropecuária da EMATER Richardson
Mourão responsável pela elaboração do projeto fez o histórico da tramitação nos
bancos que levou mais de ano, a persistência e esperança foram fundamentais
para o êxito do projeto.
O engenheiro agrônomo Weberson
Rodrigues Rocha coordenador local da EMATER em Marabá ressaltou que “o processo não é fácil, que o
Banco da Amazônia tem mudado a lógica do financiamento, ao garantir de fato a
diversificação da produção voltada para a fruticultura”.
O Supervisor do
Escritório Regional da EMATER em
Marabá Francisco da Silva Ferreira “França” destacou a importância da produção
de alimentos e que está consolidada a parceria com o Banco da Amazônia. A
socióloga Franceli Sousa Silva (EMATER) destacou
a importância da agricultura familiar e o empenho da equipe do Escritório Local
de Marabá.
[1] Publicado
originalmente no Jornal Opinião, Marabá– Pará, 13 e 14 julho
de 2015, Edição: 2.614, p. 2.
As lutas de classes e a globalização uma análise a partir do Maranhão/Brasil[*]
Damião Solidade
dos Santos[†]
O
objetivo principal aqui é fazer um convite para a leitura necessária do livro
da professora Zulene Muniz Barbosa (Doutora em Ciências Sociais – PUC/SP),
docente da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), coordenadora do Mestrado
em Desenvolvimento Socioespacial e Regional. Para a professora Efigênia Magda
de Oliveira (CECEN/UEMA) o trabalho “analisa a reestruturação produtiva no
Brasil destacando a particularidade do processo de estruturação/reestruturação
do capitalismo industrial no Maranhão. Mergulhar neste tema é o grande desafio
que a autora se coloca ao refletir sobre os processos produtivos como uma
unidade real e contraditória. Nesse sentido, é uma produção com a qual temos
muito a aprender porque nos obriga a ir além da mera aparência dos processos
sociais em curso. Não sairemos incólumes após a leitura deste livro porque ele
de forma instigante nos leva a dialogar (...), seja para aceitar o que está
posto, seja para questionar, seja para buscar o entendimento do que não foi
dito. Isso torna esta obra uma produção intelectual estimulante e nos convida a
pensar a relação das ciências sociais com outras ciências e nosso cotidiano”.
Na
mesma linha estão as palavras da professora Terezinha Moreira Lima (DCE/UEMA) que
afirma “continua atual esta reflexão tendo em conta que o capital historicamente,
exerce e aprofunda o seu domínio, sua capacidade de criar e recriar condições
essenciais de recomposição das bases materiais, utilizando-se, mais que nunca
das tecnologias e inovações científicas, além de contar com o indispensável
apoio da classe hegemônica. A classe trabalhadora vai se complexificando e se
fragmentando devido os deslocamentos continuados do capital transnacional e do
jogo de forças atravessado pelas metamorfoses do mundo do trabalho, onde se
desencadeiam proces-sos de exclusão,
subordinação e adaptação.”
Lúcio
Flávio de Almeida que foi seu orientador destaca no prefácio intitulado: Rigor teórico e criatividade na abertura de
novas frentes de produção do conhecimento crítico: “em tempos de
produtivismo acadêmico, inúmeros textos não resistem a dois meses de vida.
Portanto, é gratificante perceber, quatro anos depois, que análise formulada por
Zulene Muniz Barbosa em sua tese de doutoramento permanece inteiramente atual
e, agora, se apresenta sob a forma de um livro cuja leitura é indispensável.”
Concordamos que a referida produção intelectual continua atual. Um exemplo de
tema abordado é sobre terceirização que está na pauta da “ordem do dia”: “a
terceirização vem sendo responsável pela maior segmentação e fragmentação da
classe trabalhadora. Esta, antes restrita ao setor de serviços (vigilância,
alimentação e manutenção), alcançou a produção e contribuiu para o surgimento
de uma ampla rede de pequenas empresas subcontratadas (fornecedores),
subordinadas à lógica da empresa contratantes. Disso resultou a estrutura
dualista da indústria brasileira, que se reforçou a partir dos governos Collor
e Cardoso” (p. 73)
Como
Zulene nos fala nas aulas do mestrado nas temáticas: Estado e Política de Desenvolvimento Regional que ela não abre mão
dos estudos dos clássicos: Maquiavel, Hobbes, Locke, Rosseau, Marx, Polanyi,
Gramsci entre outros. Mas para nós que estamos iniciando um aprofundamento dos
referidos autores a sua obra é uma porta e um caminho que nos ajuda nesta
caminhada científica e política. Ela é uma excelente comentadora.
A
obra em questão está organizada em quatro capítulos: no primeiro, a partir de
uma leitura dos textos de Marx e comentadores, procura-se recuperar a
teorização da crise não como acidente de percurso, mas como imanente ao
capitalismo; no segundo é analisada a reestruturação produtiva do Brasil; no
terceiro é analisada a estruturação do capitalismo no Maranhão, a partir do
perfil industrial; o último capítulo é dedicado a analise da construção da
Central única dos/as Trabalhadores/as (CUT) em nível nacional e estadual.
Acredita a autora que “A História continua”.
Um
tema comum para os estados do Pará e Maranhão, bem como o Brasil é o Programa
Grande Carajás (PGC) que para a autora contribuiu para: “as mudanças
econômicas, sociais e políticas que vão desde a exploração intensiva de
recursos naturais, sustentada por uma política governamental socialmente
perversa à exploração e desorganização do espaço da pequena produção maranhense
acelerando os processos migratórios campo-cidade” (p. 89).
A
política dos Grandes Projetos continua ativa, a região vive os desdobramentos
dos projetos de mineração da Vale, que vão além da mina de ferro em Carajás.
Têm projetos nos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás e
Curionópolis e no Sul do Pará. Duplicação da ferrovia (São Luís – Parauapebas)
incluindo uma segunda ponte sobre o Rio Tocantins em Marabá. Também tem as crises com reflexos em: desligamentos
de fornos nas siderúrgicas (Alumar, Alcoa, Cosipar, ...), o empreendimento Aços
Laminados do Pará (Alpa) que morreu prematuro, a refinaria Premium que foi
cancelada ou adiada.
Como
podemos observar os/as índios/as, os/as camponeses/as e os/as negros/as vivem
em permanente disputa pela defesa dos seus territórios. Estes embates se dão,
sobretudo, com o agronegócio e com as empresas vinculadas ao Projeto Grande
Carajás liderada pela mineradora Vale. O livro nos ajuda a fazer uma boa
análise de toda esta conjuntura, na perspectiva de construção do “bem viver”.
Finaliza acreditando “para retomar a perspectiva histórica de classe, dois
grandes desafios se apresentam: recuperar as formas de luta proletária sem
perder a capacidade de análise e a inserção prática em situações concretas” (p.
148).
Referência
BARBOSA,
Z. M. Maranhão, Brasil: lutas de classes e reestruturação produtiva em uma
nova rodada de transnacionalização do capitalismo. São Luís: UEMA, 2006.
160 p.
[*] Publicado originalmente no Jornal Opinião, Marabá–
Pará, 9 e 10 julho de 2015, Edição: 2.612, p. 2.
[†]Mestrando em Desenvolvimento
Socioespacial e Regional na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). dsolidade@bol.com.br
quinta-feira, 2 de julho de 2015
ALTERNÂNCIAS[1]
Damião Solidade dos Santos[2]
Aqui nos
referimos as Alternâncias no campo pedagógico, no âmbito da educação. Não, no
político “que para ser democrático prever a alternância de poder”.
Impossibilitado de está presente no evento denominado III
Seminário do Observatório da Educação do Campo, que acontece dias 2 e
3 de julho, apresentamos aqui uma
contribuição e saudação. Referimo-nos a palestra: “Pedagogia da Alternância e
Alternância Pedagógica nos cursos superiores de Educação
do Campo” que será proferida na Universidade Federal do Sul e Sudeste do
Pará (UNIFESSPA), em Marabá pela professora Lourdes Helena Silva da Universidade
Federal de Viçosa – Minas Gerais.
Conhecemos a
referida professora desde o I Seminário Internacional da Pedagogia da Alternância,
realizado de 03 a 05 de novembro de 1999. Criado na ocasião um grupo de
professores/as para se aproximar e trabalhar a metodologia das EFAs e CFRs.
Neste evento participaram do estado Pará William Santos Assis, Marizete Fonseca
da Silva e Rose Martins Tavares. Estava concluindo a sua tese de doutorado “Representações sociais da relação Escola-Família no
universo das experiências brasileiras de formação em Alternância”, defendida em
2000. Inclusive estudou as origens da metodologia na França.
Para Lourdes
Helena “a temática da Pedagogia da
Alternância não apenas permanece atual, como vem tendo a sua popularidade
ampliada no cenário educacional brasileiro. A multiplicação e consolidação dos
Centos Familiares de Formação por Alternância (CEFFAs) e o reconhecimento do potencial
educativo da proposta pedagógica, sobretudo no âmbito do Movimento da Educação
do Campo, contribuíram para uma disseminação e utilização da Alternância para
além das Escolas Família Agrícola e Casas Familiares Rurais” (SILVA, 2012, p.
13).
Para o
professor João Batista Pereira de Queiroz a “Alternância está ganhando
visibilidade na sociedade e despertando interesse no campo educativo, tanto
como prática educativa, como objeto de investigação e de pesquisas” (QUEIROZ,
2013, p. 138).
Como a
própria autora reconhece “o trabalho as
experiências de formação de jovens do campo: alternância ou alternâncias? Constitui
um dos trabalhos que aborda os fundamentos teóricos da Alternância, em seu
propósito de analisar as modalidades e práticas de Alternância de dois centros
de formação: EFA e CFR. Partindo da identificação e análise das representações sociais
dos sujeitos envolvidos nas experiências educativas (pais, educadores, educandos),
o estudo busca apreender a relação educativa escola família e caracterizar os
tipos Alternâncias presentes em nossa sociedade no Brasil” (SILVA, 2013, p. 174).
Para Pedro
Puig Calvó os pilares nos quais se baseiam as EFAs que se desenvolvem pelo
mundo são: uma associação; uma metodologia pedagógica especifica: a alternância
integrativa entre meio sócio-profissional e o centro escolar; a educação e a
formação integral da pessoa; o desenvolvimento do meio local através da
formação de seus próprios atores.
Os próprios
teóricos da Pedagogia da Alternância reconhecem: “a Pedagogia da Alternância
não é monopólio de nenhuma entidade, movimento ou sistema educativo ou de
formação” e diz mais “existem muitas formas de aplicar e, portanto compreender
a Alternância enquanto pedagogia está em construção, em movimento, porque parte
da realidade mutante, o que significa que está se recompondo constantemente”
(PUIG CALVÓ & GIMONET, 2013, p. 42).
Vale
ressaltar que a história da Pedagogia da Alternância na região sudeste do Pará
inicia na década de 1990 com articulação, implantação e funcionamento da EFA de
Marabá (1993 – 2010), que em conjunto com outras organizações e a universidade
realizaram a I Conferência de Regional Educação Rural (2001), gênese do Fórum Regional
de Educação do Campo (FREC), colaboração nos cursos do PRONERA e na criação da
Escola Agrotécnica de Marabá (atual IFPA – Campus Rural).
No momento
uma demanda necessária no sudeste paraense é a oferta do Curso de Formação
Inicial de Monitores/as das EFAs, neste sentido temos iniciado contatos com a
UNIFESSPA e IFPA para execução de um projeto.
Em relação à
matriz curricular dos cursos de licenciatura e especialização, entendemos ser
necessária a inclusão da temática Pedagogia da Alternância, com base em experiências
desenvolvidas nas universidades: UCB, UFMG. A nossa saudosa “ciências agrárias”
contemplava.
Parabenizamos
a coordenação do evento e demais pessoas envolvidas, em nome da das professoras
Maura Pereira dos Anjos e Nilsa Brito Ribeiro, por
pautar a temática da Pedagogia da Alternância no âmbito da Universidade.
Desde 2013
retomamos este debate e ação da Pedagogia da Alternância de forma pública e
participativa, e partir de 2014 através da Secretaria Municipal de Educação de
Marabá (SEMED) voltou a funcionar a EFA Professor Jean Hébette.
Estas ações
(eventos) contribuem para que em breve se realize a VI Conferência Regional de
Educação do Campo, o próprio funcionamento Fórum (FREC) se fortalece. Vamos
juntos em prol do fortalecimento da Educação do Campo.
Referências
BEGNAMI, J. B.; DE
BURGHGRAVE, T. (Orgs.). Pedagogia da
alternância e sustentabilidade. Orizona (GO): UNEFAB, 2013. 279 p. (Coleção
Agir e Pensar das EFA´s do Brasil, 2).
SILVA, L. H. As experiências de formação de jovens do
campo: alternância ou alternâncias? Edição
atualizada. Curitiba, PR: CRV, 2012.
188 p.
[1] Publicado originalmente no Jornal Opinião, Marabá– Pará, 2 e 3 julho
de 2015, Edição: 2.609, p. 2. Blogs: http://www.gazetando.com.br/2015/07/um-debate-sobre-educacao-do-campo.html?spref=fb
[2]Um
dos fundadores da EFA de Marabá e membro da Equipe Pedagógica Nacional da
UNEFAB. dsolidade@bol.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)

