A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará
(Emater) encerra o quadriênio 2011/2014, alcançando números inéditos na
extensão rural pública do Estado. Mais de 610 mil famílias atendidas por
meio dos programas: Campo Cidadão, Pará Florestal, Pesca e Aquicultura,
Igualdade Étnico-Racial e Social, Modernização do Setor Agropecuário.
Só em 2014 os atendimentos as famílias chegaram a quase 130 mil. No
quadriênio o investimento em máquinas e equipamentos na Emater superou
os nove milhões de reais, a ação faz parte da modernização da empresa.
O quadriênio também foi marcado pelo benefício de políticas públicas às
famílias agricultoras como o crédito rural por meio do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com a
elaboração de 71 mil e 044 projetos, ultrapassando os 782 milhões de
reais, aprimorando os sistemas produtivos por meio de novas tecnologias
de produção. No campo mais de 94 mil famílias foram beneficiadas com o
Documento de Aptidão ao Pronaf, só em 2014 foram quase 19 mil documentos
que permitiram o acesso também ao Minha Casa Minha Vida, Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA), e ao Programa Nacional de Apoio a Merenda
Escolar (PNAE).
Mais de 9,5 mil agricultores familiares tiveram
seus produtos comercializados por meio do PAA, alcançando um montante
superior a 17 milhões de reais, já com o PNAE o número de famílias foi
de 13 mil e 255 comercializando um valor de 22,5 milhões, agregando
valor a produção, permitindo a inserção de boas práticas de
processamento e proporcionando melhoria na renda. A Emater Pará,
modelo para o Brasil, emitiu quase 19 mil Cadastros Ambientais Rurais
(CARs), primeiro passo para a regularização ambiental das propriedades. A
região da Transamazônica, nos 11 municípios atingidos pelas obras de
Belo Monte, lidera a emissão de CAR.
No campo a frota de veículos
da Emater teve um acréscimo de 76 unidades em 2013, em 2014 além de
10 já entregues, até o final deste mês serão entregues outros 25
veículos, resultado de um convenio de cooperação técnica com os
Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social
(MDS), além a entrega de um barco que homenageará o engenheiro
agrônomo Plácido Pamplona (In Memorian). O veículo com capacidade para
40 toneladas atenderá 10 municípios do Regional Marajó, que atende 12
mil famílias de agricultores familiares tradicionais, ribeirinhos,
pescadores. A embarcação que será entregue no próximo dia 22
(segunda-feira), será utilizada para ações técnicas, mas também
funcionará como um barco escola proporcionando capacitação para as
famílias na região.
Em vias de conclusão, no escritório central
da Emater em Marituba, também será inaugurado o auditório. O espaço tem
capacidade para 250pessoas. Os dados são da Coordenadoria de
Planejamento liderada pela engenheira agrônoma, Francisca Leite.
Segundo o presidente da Emater, Humberto Reale, foram muitos os avanços
nos últimos quatro anos, os trabalhos contemplaram todas as categorias,
mulher, jovem rural, extrativistas, populações tradicionais “ Queremos
chegar ainda mais longe, vamos concretizar o concurso público,
priorizando regiões para o atendimento técnico como o sul do Pará, o
Tapajós, a Transamazônica, Ilhas e o Marajó. A empresa está preparada
para novos desafios”, afirma Reale.
Texto: Iolanda Lopes Ascom-Emater
Um agricultor familiar da comunidade Gleba Divisa, do município de Água Azul do
Norte, sul do Pará, recebeu nessa terça- feira (09) um caminhão financiado pelo
Banco do Brasil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar (Pronaf), na linha Mais Alimentos. Essa ação foi intermediada pela
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) que
desenvolveu o projeto técnico. Na ocasião solene, o presidente da Emater
Humberto Reale Filho, com a presença da prefeita Cátia Ferreira, reinaugurou o
escritório da Empresa no município e entregou um carro para o uso dos
empregados.
O produtor rural Carlos Alberto de Abreu é mais um atendido pelo escritório da
Emater de Agua Azul do Norte. Segundo o chefe local, o técnico de agropecuária
Cezar Augusto Carneiro, a partir de agora Abreu vai garantir a escoação de suas
produções de pescado, ovinos e de pecuária, com a liberação do crédito rural no
valor de R$ 130 mil, para a aquisição de um caminhão, que ainda servirá para o
transporte dos insumos. “Estamos muito orgulhosos, até agora, só neste ano de
2014, já intermediamos cerca de R$ 15 milhões para serem aplicados na área
rural, com uma média de 150 projetos”, ressaltou.
A entrega desse caminhão foi uma das atividades festivas dessa terça-feira, já
que na ocasião o escritório local também recebeu um veículo utilitário, o que
vai contribuir para o atendimento dos produtores rurais de Água Azul do Norte.
Cezar Carneiro explica que no escritório são quatro técnicos – além dele, tendo
mais um engenheiro de pesca, um agrônomo, um veterinário - e que estes sempre
atendem ao campo em dupla. “Essa é a forma mais propícia para oferecer um
conhecimento multidisciplinar ao nosso beneficiário. Antes tinhamos só uma
caminhonete e essa ‘Fiat Strada’, que recebemos do nosso Regional, vai agregar
mais agilidade no nosso trabalho”.
Para garantir um melhor atendimento aos agricultores familiares do município, a
Emater garantiu a revitalização do prédio utilizado pela Empresa, que possui
300 m² de área construída, com pintura, portas e muro novos. “Quem ganha são
aqueles que atendemos, que são muitos. Até agora, só neste ano de 2014, já
atendemos cerca de duas mil famílias e esse número só tende a aumentar”,
finalizou.
Fonte: Kenny Teixeira Ascom/EMATER publicado Jornal Opinião, Marabá 11 e 12 de dezembro de 2014 - Edição: 2542, Região, p. 7.
Com o resultado (parcial e extra-oficial) da eleição da lista tríplice para Diretor
Técnico da EMATER – Pará. Arriscamos apresentar aqui algumas possiblidades extraídas dos bastidores
e especulações:
O atual presidente da EMATER o engenheiro agrônomo Humberto
Balbi Reale Filho, aparenta ser o grande
vencedor. Como tradicionalmente se votavam em três, resolveu apoiar
(Rosival, Ivanildo e Sinval). Mas, a regras mudaram, e passou a ter direito a
apenas um voto. De maneira que foi o processo
mais acirrado ou disputado.
Rosival Possidônio teve uma expressiva votação e ficou com o primeiro lugar obtendo 307
votos. Foi em quem o presidente votou. Mas tendo como mérito a sua atuação de
extensionista e por ultimo seu trabalho como supervisor de Castanhal.
Paulo Lobato mesmo
na condição de Assessor da Diretoria Executiva (Direx) teve expressiva votação
(ficando em segundo lugar) e representa uma espécie de “oposição”, se
apresentou como candidato independente e recebeu muito votos dos/as de funcionários/as
insatisfeitos/as com a Direx.
Do outro lado em quarto lugar (por enquanto) Ferro Cristo com 62 votos diferença de 5 votos para Ivanildo que passou para terceiro lugar na lista.
Se a Comissão Eleitoral ASSEMPA anular a urna de Conceição do
Araguaia o resultado altera o terceiro lugar. "os nervos estão a flor
da pele" podendo esta eleição parar na justiça.
Como o Governador Simão
Jatene costuma nomear o primeiro da lista tríplice Rosival Possidônio
tem chance de ser o próximo Diretor Técnico. Neste sentido conta com apoio do
Presidente da Assembleia Legislativa deputado Márcio Miranda e do Deputado
Federal Hélio Leite (ex-prefeito de Castanhal).
Por outro lado, Ferro
Cristo pode ter errado na estratégia, com uma votação pequena de 60 votos lhe “descredencia”
nas indicações para disputa de presidente. Ferro tem apoio do deputado Megale
(próximo Chefe de Gabinete ou Governo) de Jatene.
Enquanto, que Humberto
pode continuar na presidência conta com o apoio do deputado estadual Sidney
Rosa, ex-deputado federal Wandenkolk Gonçalves (cotado para assumir cargo
importante no terceiro governo de Jatene), o ex vice-governador Hildegardo
Nunes.
E
agora Simão e José quem serão o escolhidos nesse processo?
Atualização
Em contato com o
candidato Ferro ele comunica o seguinte:
"Amigo! Falta computar a minha votação de: Belém (central), ilhas,
Capanema, Santarém , e outros . Estarei na terça tomando
as providências cabíveis. Tive votos e não foi somado , vou querer saber o
motivo. Perguntei pra comissão eleitoral e ninguém sabe
informar . É mole!”
Em relação sua indicação para
ser o próximo presidente foi invenção: “inventaram pra tirar votos pra lista
tríplice , foi pura sacanagem”
Obs. Sujeito a alterações a votação no Regional de Conceição do Araguaia será julgada na próxima terça podendo alterar o terceiro lugar. "nervos a flor da pele"
Nos dias 19 e 20 de
novembro de 2014 na Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul
(EFASC), em Santa Cruz do Sul-RS, aconteceu a reunião do Conselho
Deliberativo da UNEFAB. Estavam presentes Antonio Baroni Rocha
(presidente da UNEFAB), Maria da Conceição Magave Miranda
(vice-presidente), Joaquim José da Silva e Júlio César Almeida Pacheco
(1° e 2° secretários), Elton Roberto Hein (2° tesoureiro) e Rubens de
Farias Nunes, Erni Santos Lima e Edvaldo Noventa (membros do conselho) e
Iara Silva (secretária executiva) e Anselmo Lima (auxiliar de
secretaria).
O encontro iniciou
com uma análise da atual conjuntura política que vive o Brasil leva-nos a
considerar que temos um Congresso Nacional eleito bastante conservador,
no qual as pautas reivindicatórias dos movimentos populares não terão
facilidades para se efetivarem. É de se considerar ainda que nos
contextos estaduais e locais das EFAs - Escolas Famílias Agrícolas
brasileiras a situação não pode ser considerada favorável, já que há
embates e desafios também em nível municipal e regional.
Portanto, a partir
dessa perspectiva, foi apontado que precisamos nos mobilizar e mostrar a
força do movimento EFA, ganhar as ruas e pressionar o governo para que
as pautas da Educação do Campo avancem nesse contexto adverso. Nossas
mobilizações não devem ser pensadas de forma isolada e nem mesmo nosso
movimento deve atuar desarticulado dos demais que também vêm pautando
questões com as quais dialogamos. Devemos nos aproximar em nível
regional e nacional de outros movimentos sociais do campo e da Educação
do Campo.
Outra questão
debatida durante a reunião foi relacionada às parcerias que a UNEFAB tem
desenvolvido, por exemplo com a DISOP ou outras entidade
internacionais. Discutiu-se que essas parcerias foram fundamentais no
sentido de permitirem que as ações acontecessem. Contudo, para
fortalecer a articulação efetiva do movimento nacional das EFAs é
preciso ir além e constituir outras parcerias em âmbito nacional e
regional.
A via pública para
financiamento de nossas escolas não deve ser desconsiderada, mas carece
de cuidados para que as associações locais não percam sua autonomia,
tida como um princípio do movimento. Sobre os princípios, inclusive, foi
constatado que é necessário aprofundarmos em suas definições já que
atualmente não são claros e plenamente compartilhados pelo movimento
EFA. Por isso, faz parte do Plano de Ações para 2015 a organização de
seminários de formação onde possamos avançar na discussão e reafirmação
de nossos princípios.
É preciso promover
maior articulação entre as EFAs, dessas com as regionais, que por sua
vez carecem de maior articulação com a UNEFAB e vice-versa. É hora de
fortalecer a mobilização. Nesse sentido, discutiu-se a necessidade de
aumentar a participação das bases nos processos de decisões e
planejamentos da UNEFAB. É necessário construirmos um movimento em que
as pessoas de cada EFA se sintam parte dele e que, consequentemente,
sintam também que são UNEFAB, não restringindo a união nacional a uma
entidade compreendida como apenas os membros da diretoria.
Um assunto
recorrente na reunião foi com relação às questões que dificultam o
financiamento das ações do movimento das Escolas Famílias Agrícolas,
seja em âmbito nacional (UNEFAB), regional (associações regionais) e
local (associações das EFAs). Foi percebido pelo conselho a necessidade
de avançar nas articulações políticas para que o movimento consiga
impactar junto aos entes públicos e mudar a legislação brasileira, para
que essas entidades consigam captar recursos públicos.
Nesse sentido, foi
feito um estudo do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
(Lei Federal 13.019/2014), que deverá entrar em vigor em julho de 2015.
Foi analisado de que forma as associações das EFAs e Regionais poderão
se adequarem às eminentes prerrogativas da nova legislação, para que
possam enfim, em momento oportuno, concorrer às chamadas públicas.
Dentro do Plano de
Ações para o ano de 2015 foram apontados algumas atividades
prioritárias. Entre estas, destacamos a realização de mobilização
nacional em defesa da Educação do Campo, seminários de formação para
aprofundamento dos princípios das EFAs e das diretrizes do movimento e a
realização de pelo menos duas reuniões anuais da EPN - Equipe
Pedagógica Nacional, diretoria executiva e do conselho deliberativo.
Os membros do
Conselho da UNEFAB também tiveram a oportunidade de se socializarem com
estudantes, monitores e dirigentes da EFASC, dirigentes da EFASOL -
Escola Família Agrícola Vale do Sol e dirigentes da AGEFA - Associação
Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícola. Juntos, puderam jogar futebol,
volei, cantar, conversar e comer um saboroso pão com salsichão,
acompanhado de um encorpado e acolhedor chimarrão.
A reunião foi
avaliada como positiva por ter permitido a participação de todos os
presentes e a expressão da diversidade de idéias que compõem o movimento
EFA brasileiro, com respeito às opiniões manifestas. Ainda saímos
fortalecidos desse encontro por acreditarmos que podemos sim construir
um movimento forte e participativo em prol da Educação do Campo e dos
camponeses.
* Texto por Júlio César Almeida Pacheco e Anselmo Pereira de Lima; Foto: Secretaria da UNEFAB.
Considerando que de acordo com o Regimento Eleitoral para Eleição da Lista Tríplice entre os Empregados da Emater Pará, no seu artigo 3º, paragrafo Único, venho apresentar minha plataforma de trabalho registrada em cartório, com as seguintes considerações: a) meu nome é IVANILDO AMARAL GONÇALVES, brasileiro, paraense, belemense, cpf 109 069 672 87, engenheiro agrônomo, formado em 1983, pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará(FCAP), hoje Universidade Rural da Amazónia (UFRA). Contratado pela Emater Pará em 02 05 1985, com estágio no Escritório Regional de Capanema / Escritório Local de Capanema, em seguida lotado no Regional de Marabá / Escritório Local de Itupiranga onde fui técnico de campo e Chefe de Escritório Local, residindo lá por quatro anos. Em seguida fui remanejado para o Regional de Marabá, como Supervisor Adjunto. Fui ainda transferido para o Regional de São Miguel do Guamá / Escritório Local de Paragominas na função de Supervisor Adjunto, e a pedido dos funcionários da Região Administrativa fui remanejado para o Regional de São Miguel do Guamá, onde fui Supervisor Regional até fevereiro de 2011, a partir desta data venho desenvolvendo minhas atividades no Escritório Central, inicialmente com Assessor da Presidência, e da Diretoria Técnica e atualmente Coordenador de Operações; b) Com os quatros de aprendizagem e convivência com os profissionais no Escritório Central e com aproximadamente vinte e seis no campo proponho: 01 - continuar apoiando as atividades em desenvolvimento na Emater Pará; 02 - incentivar a participação dos funcionários em cursos de formação superior, especialização e capacitação técnica nas diversas áreas, assim como cursos de mestrado e doutorado; 03 - propor a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de captar recursos financeiros externos;
04 - criar mecanismo para disponibilizar recursos financeiros, materiais e humanos aqueles escritórios locais que estão desenvolvendo atividades de chamada públicas e outros contratos de repasses; 05 - trabalhar para que a devolução de taxa de ATER seja devolvida imediatamente ao regional/local que a gerou; 06 – incentivar interiorização de funcionários implantando a nova tabela de gratificação de localização com valores adequados a realidade do município; 07 – incentivar a criação do núcleo de crédito rural para que seja mais atuante e organizado; 08 – trabalhar para que os escritórios regionais ou unidades gestoras bem como o escritório central tenham equipe técnica multidisciplinar e interdisciplinar, e com capacidade de recursos financeiros e logístico para acompanhar, monitorar e supervisionar os projetos; 09 – incentivar a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de analisar a implantação dos novos regionais; 10 – trabalhar com os demais diretores pela implementação do plano de cargos, salários, benefícios e vantagens; 11 - trabalhar em conjunto com os regionais e/ou unidades gestoras para que os veículos, embarcações estejam de acordo com a realidade municipal; 12 – incentivar parcerias com prefeituras para construção de prédios de escritórios locais bem como sua recuperação, aquisição de materiais e equipamentos, reparos e consertos de veículos, etc 13 – defender os empregados e a empresa quando necessário, assim como atende-los para outros esclarecimentos.
As formas de garantir o sustento e a legalização dos Centros
Familiares de Formação por Alternância (Cefas) foram discutidas hoje
(28) por representantes do Ministério da Educação e das organizações que
coordenam esses espaços. Segundo eles, não há legislação específica
sobre o tema, embora exista um parecer do Conselho Nacional de Educação
que reconhece a alternância. No seminário, tiveram início os trabalhos
em busca de mudanças na lei para regulamentar as especificidades do
modelo de ensino.
Os centros são uma rede de escolas comunitárias
rurais que têm como metodologia a pedagogia da alternância. Esse modelo
permite aos estudantes alternar determinado período na escola rural,
geralmente de 15 dias, com períodos nos quais ele permanece
integralmente com a família, participando das atividades de produção
agrícola.
Atualmente existem 264 escolas comunitárias com
alternância em todo o país. Elas atendem a mais de 17 mil estudantes,
segundo a União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil
(Unefab) e a Associações das Casas Familiares Rurais (Arcafars), que
administram os centros de ensino.
Conforme o presidente da
Unefab, Antônio Rocha, a pedagogia de ensino leva em conta as
experiências dos alunos na comunidade e na família e os pais participam
diretamente na educação formal dos filhos e na gestão da escola.
“O
estudante fica um tempo na escola e outro na sua propriedade para não
perder a característica de agricultor familiar. Aquilo que ele aprende
na escola, devolve para as comunidades e garante a continuidade da
agricultura familiar. A prática do aluno também é considera um estudo,
não só os números que ele alcança”, disse. Presidenta da Arcafars, Maria de Aparecida GefferFabio Rodrigues Pozzebom/arquivo Agência Brasil De
acordo com a presidenta da Arcafars, Maria de Aparecida Geffer, é
difícil encontrar formas de sustentar as escolas, e o seminário foi
importante para buscar alternativas para esse problema. “Nós somos
escolas comunitárias, ofertamos um ensino público gratuito e estamos
hoje aqui para buscar a consolidação do financiamento, para poder
garantir educação de qualidade, uma educação do campo para o campo, ao
trabalhar o jovem, a família e o meio”. MEC busca legalizar atuação dessas escolas, diz Divina Bastos Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Representante
do Ministério da Educação no evento, a coordenadora-geral de Políticas
de Educação do Campo, Divina Bastos, informou que o MECestá buscando
formas de legalizar a atuação das escolas.
“Temos uma lei que
permite a essas escolas receber o Fundeb [Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica]. Elas já recebem recurso do MEC. Nós
estamos fazendo uma agenda de trabalho para a legalização e o
reconhecimento de fato dessa educação”.
Há 21 anos nascia em Marabá - Sudeste do Pará a ideia de criação de
uma escola agrícola para jovens rurais. Que a partir de 1996 se
consolidou no âmbito do Centro Agroambiental do Tocantins (CAT) = FATA,
LASAT, COOCAT e EFA, em parceria com os Sindicatos dos/as
Trabalhadores/as Rurais, UFPA e outras organizações.
A partir de
2013 a luta é no sentido "esta ideia no pode morrer" e em maio de 2014 a
Escola Família Agrícola (EFA) Prof. Jean Hébette retoma seu
funcionamento em Marabá em parceria com a Prefeitura através da Secretaria de Educação e outros parceiros.
São 40 jovens rurais em formação através da Pedagogia da Alternância
acreditando que "é possível produzir conhecimentos e alimentos".
Os desafios são muitos mas, as perspectivas são maiores como também são os resultados positivos....
I Encontro de Jovens Camponeses dos STR´s da FATA/CAT outubro de 1993
O engenheiro agrônomo Humberto Balbi Reale Filho, participou na manhã
desta terça-feira, 16, no plenário da na Assembléia Legislativa do
Estado do Pará (Alepa), de argüição como ocupante do cargo de presidente
da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará
(Emater).
Durante sua apresentação Reale destacou no parlamento
que a Emater está rumo aos seus 50 anos e que está presente em todos os
144 municípios paraenses. “Alcançamos o número de 176 mil famílias de
agricultores atendidos”, informou.
Outro ponto destacado por
Reale foi o orçamento do órgão estadual que neste ano é R$ 131 milhões e
chegará, em 2015 a R$ 142 milhões. “Com recursos próprios adquirimos 76
veículos e teremos mais 50 até o final deste ano”, disse.
Com
relação ao potencial humano, Reale ressaltou que atualmente a Emater tem
959 profissionais entre técnicos e administrativos, mas que há
necessidade de aumentar essa força de trabalho. “temos um défict de 600
técnicos. Nossa expectativa é que a realização de concurso preencha
essas vagas”, aponta o engenheiro agrônomo.
Credibilidade – Em
seu discurso Reale enfatizou a credibilidade que a Emater tem, dentro e
fora do estado. Uma credibilidade, segundo ele, baseada na
reestruturação do órgão, que teve 25 novos prédios de escritórios e
aquisição de equipamentos, bem como no avanço da emissão de Cadastro
Ambiental Rural (CAR), que beneficiou 17 mil famílias, os convênios com o
Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o Instituto de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema)
e ainda com a emissão de 47 mil Declarações de Aptidão ao Pronaf
(DAP), documento de acesso a políticas públicas como os programas
Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), de Aquisição de Alimentos (PAA),
de Habitação Rural (PNHR) e de Fortalecimento a Agricultura Familiar
(Pronaf). “Pelo Crédito Rural temos contratados mais de 7 mil e 100
projetos o que totaliza R$ 74 milhões, via bancos do Brasil e da
Amazônia, para fomento na agricultura familiar”, afirmou Reale aos
deputados estaduais presentes.
Arguição – Ao final de sua
apresentação, Humberto Reale foi cumprimentado pelos parlamentares, que
desejaram sucesso a sua gestão. “Fico feliz de vê-lo neste cargo, pois
sei da importância da Emater”, disse Edmilson Rodrigues (Psol). Para
Tetê Santos (PSDB) “o órgão estadual só tem a comemorar em seus 50 anos
com um grande serviço prestado ao Pará”. O petista Chico da Pesca
solicitou ao novo gestor um “olhar com carinho” para os setores da pesca
e aqüicultura. A argüição de Reale, para o presidente da Alepa, Márcio
Miranda (Dem), foi positiva, pois contou com a participação de
parlamentares da base do governo e da oposição e portanto a Emater conta
com o apoio do Poder Legislativo. “Parabenizo o presidente e sua
equipe, que têm o respeito do parlamento. A Emater é o ouvido, a boca e
os olhos do governo estadual junto ao agricultor familiar”, disse.
Histórico - O engenheiro agrônomo Humberto Balbi Reale Filho é
especialista em agricultura integrada na Amazônia, concursado,
funcionário de carreira da Emater e chega à presidência da empresa no
ano em que completa 21 anos de serviços prestados ao órgão.
Segundo Reale, a nova gestão garantirá a continuidade no trabalho feito
até aqui, priorizando a equipe técnica da Emater em campo. Priorizando
ainda mais o aparelhamento do campo e assim, consequentemente,
melhorando a qualidade de vida das famílias agricultoras, que é o
principal foco do órgão.